Hospital Estadual de Luziânia propicia humanização por meio da assistência social

Profissional responsável pela defesa dos direitos humanitários tem atuação fundamental na unidade do Governo de Goiás no município do Entorno do DF

Profissional de assistência social promove encontro virtual entre paciente do HEL e familiares

Quando se pensa em um ambiente hospitalar, na maioria das vezes, vem em mente o trabalho realizado pelos médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Contudo, muitos outros profissionais estão envolvidos nos cuidados oferecidos aos pacientes, como os da assistência social.

O trabalho realizado por esses colaboradores consiste na defesa dos direitos dos pacientes, bem como na intermediação do contato entre familiar e interno, já que, nesse momento, o Hospital Estadual de Luziânia (HEL) não permite visitas, por ser uma unidade exclusiva para pacientes diagnosticados com a Covid-19. 

A atuação desses profissionais é em defesa especialmente das pessoas mais necessitadas, em situação de vulnerabilidade e que precisam de uma atenção ainda mais especial. De acordo com a assistente social Adriana Alcântara, o atendimento pode ocorrer de diferentes formas e situações. “A assistência é realizada na visita ao paciente ou por solicitação da equipe de profissionais que o atendem, e os serviços podem se estender aos familiares também” explicou.

Esse apoio é essencial na unidade do Governo de Goiás, que contabiliza mais de 2 mil altas, não apenas de pacientes do município mas de todas as cidades do Entorno do Distrito Federal. E muitos outros sentem-se mais seguros de voltar para as suas casas com o trabalho da assistência social.

Sem documentos
Adriana Alcântara relembra o caso de uma pessoa em situação de rua oriunda de Cristalina e internada no HEL, sem documentos. “Ao receber esse paciente, entregamos imediatamente itens de higiene pessoal. Logo após descobrimos que o paciente já estava havia mais de dez anos sem contato com a família. Assim, contatamos a rede de apoio do município, que nos auxiliou em descobrir os documentos do interno. Havia um número de telefone associado ao cartão do SUS, e assim chegamos à irmã dele”, conta.

“Ambos choravam iguais crianças, e todos os dias eram realizadas videochamadas. No dia da alta, os familiares não conseguiram comparecer devido à falta de transporte. Com isso, contatamos a equipe de saúde de Cristalina, que se dispôs a buscar o paciente. Foi um atendimento muito gratificante e humano“, completou.

Para o diretor-geral do Hospital Estadual de Luziânia, Francisco Amud, o trabalho da assistência social é essencial para o bom atendimento do hospital. “Todos que trabalham aqui são verdadeiros heróis, mas a assistência social se destaca justamente pela recuperação da dignidade de um paciente que não tem apoio da sociedade em geral”, destaca.

Luiz Fernando Fernandes (texto e foto)/Imed

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