Hospital Estadual de Itumbiara realiza segunda edição do Música em Terapia

Musicista Cristiany Lima Lauar comanda a intervenção musical lúdica, com o objetivo de ajudar na reabilitação, no bem-estar físico, psicológico e social do paciente

Colaboradoras de UTI do Hospital Estadual de Itumbiara são conduzidas pela musicoterapia Cristiany Lima

O Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos (HEI) realizou a segunda ação do projeto Música em Terapia, com voluntários que levam música para pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). O objetivo é proporcionar carinho, animação e esperança de dias melhores.

A musicista e pós-graduanda em musicoterapia Cristiany Lima Lauar passou pelas UTIs do HEI e torno o dia quem estava hospitalizado mais leve. Ela explica que, para realizar a intervenção, foi escolhida uma vivência musical lúdica com o objetivo de ajudar na reabilitação, no bem-estar físico, psicológico e social do paciente.

Para o repertório, foram escolhidas as músicas: Orquestra de papel, adaptação da música Família Addams, e O Xote das Meninas, de Luiz Gonzaga. Durante a apresentação, foram utilizados shakers (chocalhos), folhas de papel e xilofone. De acordo com a Cristinany, a música é um dos aspectos da arte que tem contribuído, decisivamente, no processo terapêutico em muitas unidades hospitalares.

“O objetivo geral é a melhora da qualidade de vida através de intervenções breves utilizando a música e o uso desta ferramenta é apontado, entre outros métodos, como uma abordagem não farmacológica efetiva para o controle da dor, por se caracterizar como um método de distração e por estar entre as estratégias mais eficazes, além de apresentar um alto nível de aceitabilidade pelos pacientes”, explicou.

A musicista revela que, ao viabilizar esses momentos de prazer e reflexão através da música, a musicoterapia hospitalar pode gerar resultados como melhoras na linguagem, humor, regulação da respiração e da pressão sanguínea sem falar na humanização das equipes de saúde.

“Quando atuamos num hospital, não há um processo terapêutico e sim intervenções. Entende-se que um processo musicoterapêutico exige uma extensão no tempo e que, nele, as mudanças são gradativas e relacionadas a uma demanda clínica que foi avaliada e diagnosticada”, ressaltou.

Projeto
Idealizado pela responsável técnica do serviço de psicóloga do HEI, Marília Gonçalves Bruno, o projeto Música em Terapia usa a música como recurso capaz de proporcionar ao paciente experiência de acolhimento, conforto, relaxamento, comunicação amistosa, alívio do estresse hospitalar e bem-estar. A música tem a capacidade de levar aconchego e calma ao paciente. Quem escuta as melodias consegue se distanciar, ao menos por alguns instantes, da ansiedade e solidão que predominam durante o tratamento.

A experiência permite um atendimento humanizado que reforça os laços de confiança e ajuda no enfrentamento do quadro clínico, auxiliando na melhora do paciente e na diminuição do tempo de permanência na unidade. É um colorido para o ambiente hospitalar, que muitas vezes é visto em preto e branco.

Hélmiton Prateado (texto e foto)/IBGC