SES dedica atendimento especial a mulheres vítimas de violência

Sala Lilás presta assistência multiprofissional às vítimas e 'live' com personalidades que se destacam na defesa dos direitos das mulheres marca dia internacional

Na Sala Lilás, profissionais da Secretaria de Saúde fazem acolhimento a vítimas de violência

A data de 25 de novembro é lembrada em todo o mundo como o Dia Internacional de Luta contra a Violência à Mulher. Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data visa combater todo e qualquer tipo de violência contra a mulher, sexual, física ou psicológica e levar informações ao público feminino sobre as medidas de prevenção, bem como reivindicar do poder público o atendimento célere e eficaz nas áreas de saúde, segurança, psicologia e assistência social a essas vítimas. 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define violência contra a mulher como todo ato de violência baseado no gênero, que tem como resultado o dano físico, sexual, psicológico, incluindo ameaças, coerção e privação arbitrária da liberdade. Dados da ONU apontam que uma em cada três mulheres sofre de violência doméstica. 

Para celebrar a o Dia Internacional de Luta contra a Violência à Mulher, diversas instituições e entidades que atuam direta e indiretamente com a questão vão realizar atividades ao longo de 21 dias. A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), por meio da Superintendência de Saúde Mental e Populações Específicas e da Superintendência de Vigilância em Saúde realizam uma 'live'  em alusão aos 21 dias de ativismo e pelo fim do racismo e da violência contra as mulheres, será  dia 2/12/22, às 9hs, com a participação de mulheres que se destacam no desenvolvimento de ações em benefício das mulheres. 

Sala Lilás
O Governo de Goiás é extremamente sensível ao drama vivido por muitas mulheres que sofrem ou sofreram algum tipo de violência. Entre as várias iniciativas estruturadas com o propósito de atender as demandas desse grupo populacional, destaca-se a Sala Lilás.

Criada em meados de 2021, a Sala Lilás tem o objetivo de acolher, prestar o atendimento multiprofissional e encaminhar a vítima ao município de origem ou a uma unidade apta a dar continuidade ao atendimento específico do qual necessita. 

A Sala Lilás foi implantada, inicialmente, em Goiânia e em Aparecida de Goiânia, no Instituto Médico-Legal dos dois municípios. Ambas atuam de forma regionalizada, prestando atendimento a mulheres que residem, também, em municípios vizinhos.

A coordenadora de Cuidados à Saúde das Pessoas em Situação de Violência da SES-GO, Ana Maria Porto, informa que já existem outras duas Salas Lilás em processo de estruturação para entrar em funcionamento em breve, em Anápolis e Luziânia. 

Equipe multiprofissional
Ana Maria destaca que a Sala Lilás é resultado da parceria da SES-GO com outras instituições, entre as quais as Secretarias de Estado da Segurança Pública e de Desenvolvimento Social de Goiás. O trabalho é desenvolvido de forma intersetorial, com a participação de profissionais e representantes de diferentes instituições do Estado que atuam de forma direta e indireta na prevenção aos casos de violência sexual  no atendimento às mulheres que sofreram violência sexual e doméstica. 

Os profissionais que atuam nessa unidade passam por treinamento específico e periódico. Inicialmente, a vítima de violência registra o boletim de ocorrência da agressão em uma Delegacia da Polícia Civil Distrital ou Especializada. Se a vítima for criança ou adolescente, o boletim de ocorrência deve ser registrado na Delegacia de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA) ou demais delegacias presentes no município. 

Em um segundo momento, a vítima de violência é encaminhada ao IML para a realização de exames periciais que confirmem ou não a existência e a gravidade das lesões. Depois, é levada para a Sala Lilás, onde a equipe multiprofissional procura conhecer toda a situação e realizar o acolhimento e atendimento. Logo após, a pessoa é encaminhada ao Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), caso seja menor de idade, ou para o Hospital Estadual da Mulher (Hemu).

Se a vítima apresentar necessidade de atendimento psicológico, a equipe da Sala Lilás referencia esssa pessoa a uma unidade da área de saúde mental do município onde mora. Ana Maria Porto avalia que, além de proporcionar o atendimento acolhedor, a Sala Lilás dá visibilidade às situações de violência e ao sofrimento vivenciados pelas vítimas, aumentando os números de notificações e estabelecendo maior ampliação do cuidado das pessoas em situação de violência na rede de saúde. 

Maria José Silva (texto)/Comunicação Setorial

Foto: arquivo SES-GO